Oração Vocacional - Outubro 2026

“A ALEGRIA DE AMAR E SERVIR”
C. Queridos irmãos e irmãs, reunimo-nos diante de Jesus Eucarístico para recordar o testemunho do Beato Padre Luís Caburlotto. Os relatos de sua vida revelam não apenas um homem dedicado à missão, mas um pai que amava profundamente suas filhas, alegrava-se com elas, sabia encorajá-las e encontrava felicidade em cuidar de cada pessoa. Peçamos a graça de contemplar esse coração generoso e aprender com ele a transformar o amor em gestos concretos.
Acolhamos Jesus Eucarístico com um canto à escolha.
(Silêncio orante diante de Jesus)
C. Padre Luís visitava suas filhas com frequência, pelo menos duas vezes por semana. Gostava de falar-lhes de Deus, animá-las com a esperança do céu e lembrá-las de que cada pequeno gesto, quando feito por amor, ganha um sentido eterno. Seu cuidado era constante, mas não era frio ou distante: ele sabia brincar, sorrir e partilhar a alegria da vida comunitária.
L1. Em festas importantes da Igreja e nas celebrações de vestição[1] e profissão religiosa, às vezes almoçava com as Irmãs. Gostava de vê-las alegres e, com simplicidade, jogava doces e confeitos de um lado para o outro da sala, divertindo-se ao ver as jovens correrem para apanhá-los. Esse gesto revela um lado afetuoso e alegre de Padre Luís: ele não apenas orientava suas filhas, mas também se alegrava com a alegria delas.
C. Imaginem a cena: a sala cheia de vida, as Irmãs jovens rindo e correndo, e Padre Luís contente por vê-las felizes. A santidade também se revela assim: na capacidade de fazer o bem sem perder a ternura, de orientar sem deixar de acolher, de conduzir a Deus sem apagar a alegria.
L3. Seu coração de pai aparece ainda na promessa carinhosa que fazia às Irmãs: “Não vedes, minhas filhas, com quanto cuidado a galinha chama e reúne ao redor de si os seus pintinhos? No paraíso, eu serei como a galinha, chamarei e reunirei ao meu redor as minhas filhas e cuidarei para que não falte nenhuma.”
C. Que imagem tão terna! Padre Luís desejava que nenhuma de suas filhas se perdesse. Seu amor era atento, protetor e cheio de esperança. Ele sonhava com a alegria de estarem todos reunidos no céu.
(Pausa orante)
L4. Padre Luís encorajava suas filhas a viverem a missão com amor, fidelidade e confiança. Em suas palavras, o trabalho cotidiano não era apenas uma obrigação: era uma oportunidade de amar a Deus, mesmo nas tarefas simples e cansativas.
L5. “Trabalhai por amor a Deus; cada ação vossa, cada batida de vosso coração, cada desejo, cada carinho, seja para Deus. No céu vos espera uma recompensa divina, uma felicidade eterna.”
L1. Ele também as convidava a permanecer unidas a Jesus nas dificuldades, lembrando-lhes que não precisavam carregar sozinhas as dores e os cansaços da missão.
L2. “Uni-vos a Ele e vos sentireis mais fortes, mais preparadas para a luta. Minhas filhas, lembrai-vos de que, com poucos sofrimentos e pouca fadiga suportados nesta terra por amor a Deus, conquistaremos, lá em cima, uma coroa de glória. Trabalhemos agora todos juntos para, depois, nos encontrarmos todos no belo paraíso.”
C. Percebemos a esperança que sustentava Padre Luís: ele falava do paraíso não como uma ideia distante, mas como a promessa de uma alegria partilhada. Seu desejo era caminhar com suas filhas, animá-las nas lutas e encontrá-las todas junto de Deus. O amor verdadeiro não abandona no caminho; acompanha, levanta e renova a esperança.
(Silêncio orante)
L2. Padre Luís sabia que cada Irmã tinha dons, limites e maneiras diferentes de realizar a missão e animava aquelas que se sentiam incapazes a confiar na ajuda divina e a buscar em Cristo a força de que precisavam.
L3. Esse olhar também se dirigia às meninas pobres e órfãs confiadas às Filhas de São José. Padre Luís as considerava plantinhas tenras, que precisavam ser cuidadas com paciência, sustentadas e orientadas. Quando foi sugerido diminuir a pensão destinada à alimentação delas, respondeu com firmeza e generosidade:
L4. “Nunca as minhas órfãzinhas[2] haverão de sofrer: aumente também o número delas e diminua a pensão de cada uma: buscarei ajuda em outro lugar para continuar minha obra.”
C. Essas palavras mostram a coragem de quem ama de verdade. Padre Luís não fechava o coração diante da necessidade. Em vez de desistir das meninas, procurava novos caminhos para que fossem cuidadas com dignidade. A alegria de servir também é essa: saber que uma vida foi protegida, que alguém encontrou acolhida e que o amor abriu uma possibilidade onde parecia não haver saída.
(Pequena pausa de reflexão)
C. Sua caridade se manifestava em atitudes concretas. Visitava as Irmãs doentes, preocupava-se com seu bem-estar e procurava os cuidados necessários. Pelas ruas de Veneza, quando crianças pobres, famintas e malvestidas o seguiam pedindo esmola, ele as acolhia com bondade, dava-lhes ajuda, sorria e oferecia uma palavra amiga, pedindo que fossem boas e amassem Jesus.
L2. Padre Luís não via apenas a sujeira, a pobreza ou a dificuldade. Via crianças que precisavam ser amadas. Quando uma Irmã se queixou das condições difíceis ao cuidar das meninas, ele a convidou a olhar para aquela missão com fé, lembrando-lhe que até aquilo que parecia repugnante poderia tornar-se, diante de Deus, uma pérola preciosa na coroa eterna.
L3. A caridade de Padre Luís não era somente sentimento: tornava-se presença, alimento, atenção, palavra bondosa, busca de ajuda e defesa dos mais frágeis. E sua alegria aparecia em poder fazer o bem, partilhar o que tinha e manter viva a esperança.
L3. “Aprendei a fazer o bem, procurai a justiça, socorrei o oprimido.” (Isaías 1,17)
(Silêncio orante)
C. Diante de Jesus Eucarístico, recordemos o sorriso de Padre Luís, suas palavras de encorajamento e sua alegria em ver suas filhas felizes. Deixemos que seu testemunho toque nosso coração:
- Minha presença transmite alegria, confiança e acolhimento às pessoas com quem convivo?
- Consigo reconhecer e valorizar os dons de cada pessoa, mesmo quando ela tem limites ou dificuldades?
- Que gesto concreto posso realizar para cuidar de alguém que precisa de mim?
- Como posso viver as minhas tarefas diárias “por amor a Deus”, com mais generosidade e alegria?
(Silêncio para oração pessoal)
C. Senhor Jesus, fonte de amor e alegria, acolhei as nossas preces.
Todos: Senhor, ensinai-nos a amar com alegria.
L1. Pelas Filhas de São José, para que conservem vivo o espírito de família, a ternura e a alegria de servir que marcaram a vida do Beato Padre Luís Caburlotto, rezemos.
L2. Pelas crianças e por todas as pessoas frágeis, para que encontrem comunidades que as acolham, protejam e ajudem a crescer, rezemos.
L3. Por quem se sente incapaz, desanimado ou cansado na missão, para que encontre palavras de incentivo e força para continuar, rezemos.
L4. Por nossas famílias e comunidades, para que saibamos partilhar a alegria, cultivar a esperança e cuidar uns dos outros, rezemos.
L1. Para que cada um de nós transforme o amor em gestos concretos e trabalhe por amor a Deus, rezemos.
L2. Pelos jovens, para que, ao conhecerem a alegria de quem se consagra a Deus e se coloca a serviço dos irmãos, tenham o coração aberto para escutar o chamado do Senhor. Que, a exemplo do Beato Padre Luís Caburlotto e de suas filhas, descubram a beleza de entregar a própria vida por amor, especialmente no cuidado e na educação dos mais frágeis, e tenham coragem de responder com generosidade e alegria: “Eis-me aqui, Senhor!”, rezemos.
Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória
C. Senhor Jesus, agradecemos pelo testemunho do Beato Padre Luís Caburlotto. Obrigado por seu coração de pai, por sua alegria em estar com as Irmãs, por suas palavras que animavam e por sua dedicação às crianças pobres. Ensina-nos a trabalhar por amor a Ti, a acolher cada pessoa com ternura e a não permitir que as dificuldades apaguem a alegria de servir. Que saibamos rir com simplicidade, encorajar com bondade, cuidar com paciência e caminhar juntos na esperança de um dia encontrarmo-nos todos no teu Reino. Amém.
Reposição do Santíssimo – canto à escolha.
[1] Uma Celebração onde a futura Religiosa é agraciada com as vestes que usará após sua Consagração à Deus com a Família Religiosa.
[2] O uso do diminutivo ("órfãzinhas") na oratória e na correspondência clerical do período expressava profundo afeto paternal, zelo pastoral e acolhimento institucional, refletindo o cuidado e a dignidade dedicados às menores sob a proteção do IFSJ.




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