Desenhando Mapas de Esperança: A vivência do Instituto das Filhas de São José no Seminário Nacional da ANEC

A busca contínua por uma educação transformadora, humanizadora e profundamente conectada com o Evangelho levou o Instituto das Filhas de São José a Curitiba (PR) para o Seminário Nacional de Pastoral Escolar 2026, promovido pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) no campus da PUC-PR.
Representando o Centro Administrativo e todas as nossas frentes educativas, o coordenador pastoral Lucas participou de dias intensos de formação, escuta e comunhão. O encontro reuniu educadores e gestores de todo o país sob uma temática inspiradora: “Em comunhão, desenhando mapas de esperança: integração pedagógico-pastoral”.
Confira os principais aprendizados, provocações e reflexões que marcaram essa jornada e que agora passam a inspirar os caminhos da nossa comunidade educativa.
A força da nossa identidade e o currículo evangelizador
O seminário teve início com a Celebração da Santa Missa presidida por Dom José Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, que acolheu os participantes com grande proximidade e traçou paralelos profundos entre o Evangelho e a rotina pastoral nas escolas.
Em seguida, as conferências provocaram os participantes a enxergar a matriz curricular muito além das horas-aula. Em um contexto atravessado pela revolução digital e por urgências socioambientais, a professora Roberta Guedes ressaltou que a educação não pode ser medida exclusivamente pela eficiência técnica, mas sobretudo pela dignidade humana e pela escuta atenta aos territórios sociais.
Entre as reflexões que mais ressoaram no coração da nossa representação, destacou-se o compromisso com as origens:
“Seguindo os fundadores, não podemos perder a nossa identidade.”

Para o Instituto das Filhas de São José, essa premissa é inegociável. Cada inovação pedagógica, projeto interdisciplinar ou atualização de processos só ganha sentido pleno quando mantém raízes firmes no carisma fundacional que sustenta a nossa história.
Da "pastoral de atividades" para a "escola em pastoral"
Um dos pontos altos do primeiro dia foi o compartilhamento de boas práticas de outras redes educacionais católicas (como as redes Claretiana e Anastasiana-Dominicana). Os cases demonstraram que a pastoralidade não deve ser reduzida a um calendário de eventos pontuais ao longo do ano letivo, mas sim pulsar como o verdadeiro coração da dinâmica escolar.
Na oficina conduzida pelo Dr. Diogo Pessotto, ficou evidente como profissionalização, sustentabilidade e gestão estratégica precisam caminhar lado a lado com os valores pastorais, construindo um ecossistema sólido e perene para a missão educativa.
Outro momento de rara beleza foi a reflexão guiada pela Ir. Carolina Mureb Santos sobre a figura de Maria de Nazaré. Ao revisitar a “pedagogia da pergunta” e a “pedagogia do encontro” ensinadas por Nossa Senhora, renovou-se o chamado para que as salas de aula e ambientes de convivência sejam espaços de diálogo sincero e acolhimento mútuo, superando a superficialidade das respostas prontas.
Uma constelação de carismas e a riqueza das trocas fraternas
O segundo dia de seminário proporcionou momentos comoventes de oração e espiritualidade. Em uma dinâmica simbólica, cada instituição participante foi convidada a fixar uma estrela em um grande mural, compondo uma vasta constelação. Ver o carisma josefino brilhando em harmonia com tantas congregações reafirmou a beleza, a força e a pluralidade da Igreja no Brasil.
Além das palestras no auditório, a convivência diária revelou-se um espaço pedagógico à
parte. As pausas e os intervalos para o café tornaram-se momentos valiosos de partilha
horizontal entre nós, os educadores das cinco regiões brasileiras. A disponibilidade e
escuta atenta dos próprios conferencistas — dispostos a dialogar sobre as dores e alegrias
do cotidiano das escolas — enriqueceram ainda mais a experiência.
Esclarecendo caminhos: Ensino Religioso, Pastoralidade e o Pacto Educativo Global
Do ponto de vista técnico e metodológico, o evento trouxe esclarecimentos fundamentais:
Ensino Religioso x Ação Pastoral: As contribuições dos professores Humberto Herrera e Sergio Junqueira dissiparam fronteiras metodológicas, reiterando que o Ensino Religioso cumpre as diretrizes curriculares (alinhado à BNCC), enquanto a Pastoralidade é o grande guarda-chuva integrador que confere sentido e transversalidade a toda a comunidade escolar.
Pacto Educativo Global na prática: O professor Rodrigo de Andrade alertou que a proposta do Papa não pode ser reduzida a uma marca institucional ou a uma frase no rodapé de comunicados; trata-se de um compromisso ético, corajoso e permanente com a transformação social e a fraternidade humana.
O envio e os próximos passos para as nossas escolas
Antes do encerramento, cada participante assumiu o compromisso de estruturar metas práticas e viáveis para aplicar em sua própria realidade, garantindo que os aprendizados reverberem no dia a dia institucional.
A despedida culminou na celebração da Eucaristia, presidida pelo Pe. Roberto Nentwig (do Vicariato da Educação da Arquidiocese de Curitiba), coincidindo providencialmente com a memória de Santo Agostinho — patrono e inspiração para todos os que buscam integrar fé e conhecimento.
O Instituto das Filhas de São José retorna dessa imersão com o coração aquecido, a mente repleta de horizontes e a certeza de que a nossa comunidade educativa segue firmemente enviada em missão: desenhar mapas de esperança e colocar o amor em movimento em cada uma de nossas salas de aula.





Comentários