Conhecendo um pouco sobre a vida e os ensinamentos do Padre Luís Caburlotto - 30 de 30

30 de abril de 1850


Já fazia três domingos que eu vinha repetindo aos paroquianos, por ordem do Patriarca Monico, que os filhos têm necessidade e direito de instrução e educação pelas próprias Famílias e pela Escola...

Não queria que recebessem como uma reprovação para aqueles pais, já tão provados. Advertia-os que precisava dar-lhes esperança concreta e ajuda.. Terminava o meu sermão dizendo: “Coragem, meus amigos, vamos encontrar um caminho”.

Eu mesmo me surpreendia.

Havia uma sala unida à Igreja de S. Giovanni Decollato, poderia ser útil para começar, depois o Senhor providenciaria. Pedi para alugá-la, e me disseram de sim.

Na tarde do dia 30 de abril, para a oração vespertina, para iniciar o mês de maio, convidei todas as mães com suas meninas. Tantas aceitaram até por curiosidade. Terminada a oração, todos juntos nos dirigimos a S. Giovanni Decollato. Eis a surpresa.

Na porta da pequena Casa, Beatrice Voinier e Samaritana Sejana, duas catequistas sorridentes, acolhiam toda aquela gente, que coloriam o local.

Um vozerio incrível, todas as mães queriam entender, compreender e estar seguras.

A partir do dia seguinte, naquele ângulo da Paróquia, se ouviam as vozes alegres das crianças , jogos, brincadeiras: uma colmeia.

Quando Maria Vendramin, poucos meses depois, me pediu para ajudar as duas primeiras Mestras, então no meu coração explodiu as cores da alegria. Sim, porque conhecia bem aquela jovem de 22 anos, nobre, culta, gentil, mas especialmente decidida a consagrar-se ao Senhor. Se ela viesse a S. Giovanni Decollato, então começava uma nova vida, que teria feito de algumas jovens voluntárias um futuro exército de Filhas de São José.

Quem mais que S. José, escolhido a ser o Pai e Educador de Jesus, poderia ajudá-las a se tornarem educadoras serenas, respeitáveis, atentas tranquilas e humildes...? E foi mesmo assim. Inesperadamente, vieram depressa outras jovens de Milão, Bergamo e das Províncias de Treviso e Pádua.

Aumentando o número das jovens e também o das crianças, juntos concluímos que era chegado o momento de abrirmos uma segunda Casa.

Em S. Sebastião encontramos o lugar ideal. Confiou-me a educação das meninas pobres, abandonadas e em situação de dificuldades familiares.

Ali em 23 de julho de 1857, quinze jovens se tornaram as primeiras Filhas de São José.

#beatificaçãopadreluíscaburlotto

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